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MARCO LÓGICO |
A análise dos dados de vazão coletados nas estações fluviométricas mostra que a maior
parte da RHG não apresenta problemas de falta de água para atender os usos e a demanda
requerida. A análise genérica dos dados hidrometeorológicos disponíveis conduz a avaliações
também genéricas que induzem a um panorama otimista com relação à disponibilidade de água.
A medida que se aumenta a escala de análise dos dados disponíveis, a partir das redes de
monitoramento instaladas em cursos de água que drenam grandes áreas, percebe-se que o
balanço disponibilidade/demanda se mostra progressivamente desfavorável. A crescente
escassez da água e os conflitos de uso decorrentes geraram também a necessidade de serem
estabelecidos mecanismos para o seu gerenciamento. A Constituição do Rio Grande do Sul,
em decorrência, instituiu , o Sistema Estadual de Recursos Hídricos, com vistas a promover
o gerenciamento das águas de seu domínio.
Área I - Aglomeração Urbana do Nordeste
Área II - Bacia do Rio Gravataí
Área III - Bacia do Rio Vacacaí
Área IV - Bacia do Rio Pardo e Pardinho
Área V - Bacia do Alto Jacuí
O diagnóstico da disponibilidade de água superficial contempla uma análise genérica
da disponibilidade quantitativa de água da Região Hidrográfica do Guaíba, identificando
regiões com deficiência de água atual ou potencial. Foi gerado um mapa das áreas críticas
(municípios) da disponibilidade de água superficial.
O diagnóstico quantitativo das águas superficiais
na Região Hidrográfica do Guaíba, foi descrito e hierarquizado quanto a criticidade da
disponibilidade de água nas áreas que apresentam conflitos decorrentes da insuficiência de
oferta para atender à demanda. A priorização destas regiões teve como critério o principal
uso da água em cada uma delas, prevalecendo, sobre os demais, o abastecimento público.
Dentro do conjunto da Região Hidrográfica, cinco áreas específicas foram identificadas como
de maior criticidade:
Mapa 1 - Áreas Críticas Quanto à Disponibilidade Hídrica Superficial (1998)
 
Na Região Hidrográfica do Guaíba os aqüíferos não fornecem grandes volumes de água, salvo
em áreas muito localizadas e o rendimento depende do comportamento do tipo litológico sobre
o qual o poço foi perfurado. Os aqüíferos granulares (Formações Rio Bonito, Rosário do Sul,
Santa Maria e Botucatu) apresentam rendimento variável de acordo com o conteúdo de argila e
o grau de silificação dos sedimentos que, quando altos dificultam a circulação de água e a
conseqüente acumulação, determinando o baixo rendimento dos aqüíferos. O rendimento dos
aqüíferos fraturados (escudo Sul-Rio-Grandense e Formação Serra geral) varia com a
densidade de fraturamento das rochas, a intercomunicação dos canais formados pelas fraturas
e o preenchimento das mesmas, sendo que a maior produção se dá na medida que aumenta a rede
de fraturamento do basalto, sem preenchimento posterior das fraturas.
Mapa 2 - Distribuição Espacial da Produção Hídrica dos Aqüíferos
da Região (1998)
Na bacia do Alto Jacuí, os fatores litológicos,
topográficos e tectônicos favoreceram o desenvolvimento de um aqüífero de alto rendimento.
A água subterrânea é de boa qualidade, apresentando eventualmente teores elevados de alguns elementos,
como ferro, manganês e, mais raramente, fluoretos e cloretos, mas de caráter localizado e
não regionalizado, o que não compromete a sua potabilidade. As regiões mais susceptíveis
à contaminação dos aqüíferos com efluentes de origem industrial, doméstica ou rural, por
falta de medidas de proteção sanitárias dos poços tubulares perfurados para captação de água,
são aquelas onde há alta concentração populacional ou parques industriais bem desenvolvidos
(Bacias do Gravataí, Lago Guaíba e Sinos).
O estudo apresentado tem por base os dados
hidrológicos dos poços tubulares profundos, pesquisados nos municípios que compõem a RHG.
As potencialidades de produção foram estabelecidas pelas vazões médias obtidas nos poços.
As regiões mais suscetíveis à contaminação dos
aqüíferos são aquelas onde há alta concentração populacional e de parques industriais, onde
não existe tratamento adequado dos efluentes. Isto se verifica mais claramente nas bacias
do Gravataí, Lago Guaíba e Sinos.
  O estudo apresentado tem por base os dados hidrológicos dos poços tubulares profundos pesquisados nos municípios que compõem a Região Hidrográfica do Guaíba. As potencialidades de produção hídrica foram estabelecidas através das vazões médias obtidas nos poços.
A população atendida por sistemas coletivos de coleta e tratamento sanitário, na Região
Hidrográfica do Guaíba, em 2002, atingiu aproximadamente 653.000 habitantes, o que
correspondia a cerca de 10% da população residente na RHG. Mais da metade do contingente
atendido concentra-se na cidade de Porto Alegre. Apenas nos últimos quatro anos (entre
1998 e 2002) houve um crescimento da ordem de 138% na população atendida por sistemas
de coleta e tratamento sanitário, basicamente em razão da implantação das ETEs
São João/Navegantes e Ipanema, em Porto Alegre.
A distribuição dos tipos de sistemas de esgotamento
sanitário sobre a população da RHG é apresentada no Quadro a seguir, destacando-se que menos
de 7% da população residente nessa região é atendida através de sistemas inadequados
conforme a classificação adotada pelo IBGE). A maior parcela é atendida por canalização mista,
seguida pelo sistema de decantação/infiltração.
Percentual da População em Função do Tipo de Sistema
de Esgotamento Sanitário
|
Tipo de Sistema |
População Atendida |
|
Canalização Mista |
43,5 |
|
Decantação/Infiltração |
24,0 |
|
Sistema com Rede |
15,9 |
|
Sistema com Rede e Tratamento |
9,8 |
|
Soluções Inadequadas |
6,8 |
O Mapa 3 apresenta a situação de criticidade
relativamente à população atendida com soluções inadequadas de esgotamento sanitário.
As criticidades foram consideradas conforme as seguintes faixas:
Alta Criticidade: mais de 50% da população com
Soluções Inadequadas.
Média Criticidade: de 30% a 50% da população com
Soluções Inadequadas.
Baixa Criticidade: menos de 30% da população com
Soluções Inadequadas.
Mapa 3 – População com Soluções Inadequadas de Esgotamento Sanitário (2002)
Em relação às cargas brutas e
remanescentes de DBO5, os valores atingiram respectivamente 326.530 kg/dia e 148.870 kg/dia,
no ano de 2002. Cerca de 65% da carga bruta gerada na RHG provêm das grandes aglomerações
urbanas (RMPA e AUNe) e apenas 8 municípios apresentam carga remanescente superior a 2.500 kg/dia
de DBO5 (situação considerada como de alta criticidade), sendo sete deles na RMPA. O Quadro a seguir
apresenta a distribuição da geração de carga bruta de DBO5 na RHG, em 2002.
Contribuição de Carga Bruta de DBO5, em 2002
de Esgotamento Sanitário
|
Unidade Espacial |
Participação (%) |
|
Região Metropolitana de Porto Alegre |
55,4 |
|
Aglomeração Urbana do Nordeste |
10,2 |
|
Restante da RHG |
34,4 |
O Mapa 4 apresenta a situação quanto à criticidade
em relação à geração de carga remanescente de DBO5, na RHG. As criticidades foram consideradas
conforme as seguintes faixas:
Alta Criticidade: carga remanescente
superior a 2.500 kg/dia de DBO5.
Média Criticidade: carga remanescente
entre 1.000 e 2.500 kg/dia de DBO5.
Baixa Criticidade: carga remanescente
inferior a 1.000 kg/dia de DBO5.
Mapa 4 - Carga Remanescente de DBO5 (2002)
Com relação ao lixo domiciliar, apenas cerca de 45% dos municípios na RHG possuem coleta em percentual acima
de 90% dos respectivos domicílios, enquanto que 53% dos municípios apresentam destinação adequada (disposição
em aterro sanitário ou controlado com licença de operação em vigor).
Os mapas 5 e 6 apresentam as situações dos municípios em relação à
situação da coleta de lixo domiciliar e à situação da destinação do lixo domiciliar, em 2002.
No que se refere à coleta de lixo, as criticidades foram estabelecidas
conforme as seguintes faixas:
Alta Criticidade:
percentual de domicílios com lixo coletado inferior a 70%.
Média Criticidade: Licença de
percentual de domicílios com lixo coletado entre 70% e 90%.
Baixa Criticidade: Licença de
percentual de domicílios com lixo coletado superior a 90%.
Mapa 5 - Coleta de Lixo Domiciliar (2002)
Quanto à destinação do lixo, as criticidades foram estabelecidas conforme as seguintes condições:
Alta Criticidade:
Inexistência de licença para o destino do lixo ou auto de infração sem encaminhamento de solução.
Média Criticidade: Licença de
Operação vencida e existência de apenas Licença Prévia ou de Instalação ou existência de
Termo de Conduta Ambiental com o cumprimento das exigências.
Baixa Criticidade: Licença de
Operação em vigor para Aterro Sanitário ou Aterro Controlado.
Mapa 6 - Destinação do Lixo Domiciliar (2002)
Na Região Hidrográfica do Guaíba existem 15.689 atividades industriais (cerca de 80%
do total estadual), sendo que 3.990 possuem potencial poluidor hídrico significativo,
havendo maior concentração destes efeitos nas bacias do Taquari-Antas e Sinos. Os efluentes
líquidos de origem industrial resultam em cargas anuais remanescentes de 5.880 toneladas
de DBO5, 17.944 toneladas de DQO, 11 toneladas de cromo, 49 toneladas de ferro e 3 toneladas
de níquel. Estes valores indicam elevados graus de redução (de 90 a 98%), frente às cargas
brutas geradas.
Entre o período 1996 e 2000, observou-se um
incremento nas cargas brutas industriais (provavelmente devido ao aumento da capacidade
produtiva), mas uma redução nítida no que se refere às cargas líquidas lançadas (da ordem
de 60% para DQO e DBO5), comprovando uma maior conscientização do empresariado gaúcho, bem
como a atuação efetiva do órgão ambiental. O Mapa 7 apresenta a situação relativa à poluição
industrial por efluentes líquidos, de natureza orgânica, no ano de 2000.
As criticidades quanto à poluição industrial
hídrica foram definidas conforme os parâmetros e intervalos descritos a seguir:
Alta Criticidade:
soma dos
pontos para DBO5 e DQO maior ou igual a 5 pontos.
Média Criticidade: soma
dos pontos para DBO5 e DQO entre 3 e 4 pontos.
Baixa Criticidade: soma
dos pontos para DBO5 e DQO menor ou igual a 2 pontos.
Mapa 7 - Poluição Industrial por Efluentes Líquidos, de Natureza Orgânica, em 2000
Quanto aos resíduos sólidos de origem industrial, cerca de 87% são inertes ou não perigosos (Classe II).
Cerca de 205 mil toneladas de resíduos perigosos (Classe I) foram gerados no ano de 2000, na RHG,
havendo grande concentração nas bacias do Taquari-Antas, Sinos e Caí. Em 1998, cerca de 325 mil toneladas
anuais eram produzidas, demonstrando uma significativa redução na produção de resíduos perigosos (da ordem
de 47%). Em 2000, nenhum município foi enquadrado com criticidade alta (acima de 5.000 t/ano de resíduos
Classe I ou 100.000 t/ano para Classe II), enquanto em 1998 foram identificados 18 municípios nessa condição.
Os Mapas 8 e 9 apresentam a situação, no ano de 2000, relativamente
à geração de resíduos sólidos industriais de Classe I e II, respectivamente. As criticidades forma atribuídas
para os seguintes intervalos quanto à geração de resíduos:
Alta Criticidade:
acima de 5.000 t/ano para Classe I e acima de 100.000 t/ano para Classe II.
Média Criticidade: soma
entre 1.000 e 5.000 t/ano para Classe I e entre 10.000 e 100.000 t/ano para Classe II.
Baixa Criticidade: menor que 1.000 t/ano
para Classe I e menor que 10.000 t/ano para Classe II.
Mapa 8 - Geração de Resíduos Sólidos Industriais de Classe I (perigosos), em 2000
Mapa 9 - Geração de Resíduos Sólidos Industriais de Classe II não perigosos), em 2000
Nas áreas rurais, cerca de 2,88 milhões de hectares encontravam-se cultivados com as
principais culturas
consideradas, em 2001, representando cerca de 34% da área total da Região Hidrográfica do Guaíba. Em 1996,
essa área totalizava cerca de 1,93 milhões de hectares, o que indica um aumento da ordem de 49% na superfície
cultivada, nesse período. As principais culturas responsáveis pelo incremento diagnosticado foram: soja,
arroz irrigado e milho.
O consumo total de agrotóxicos (herbicidas, inseticidas e
fungicidas) apresentou um crescimento de 134% no período 1996 a 2001 (atingindo 14.681.080 kg) e a taxa de
uso de agrotóxicos nas áreas cultivadas atingiu, em 2001, 5,1 kg/ha (era de 4,7 em 1996). No entanto,
modificações nas formulações dos agrotóxicos, principalmente quanto aos princípios ativos, dificultam
uma conclusão quanto à mensuração do impacto no meio ambiente . O Mapa 10 apresenta a situação,
em 2001, relativamente ao uso de agrotóxicos nas bacias hidrográficas da RHG.
As criticidades foram definidas para os seguintes limites,
quanto ao consumo total de agrotóxicos (herbicidas, inseticidas e fungicidas), para as bacias
hidrográficas:
Alta Criticidade:
maior que 4 kg/ha.
Média Criticidade:
entre 1 e 4 kg/ha.
Baixa Criticidade: menor que
4 kg/ha.
Mapa 10 - Uso de Agrotóxicos nas Bacias Hidrográficas, em 2001
O consumo total de fertilizantes
(Nitrogênio, Fósforo e Potássio) foi de 304,2 mil t/ano, em 2001, apresentando um incremento da
ordem de 82% relativamente à situação em 1996. Com relação ao rebanho suíno, principal fonte animal
de poluição hídrica, a carga bruta anual gerada de DBO5 é 607 t/dia, havendo concentração desta
geração nas bacias do Taquari-Antas, Caí e Pardo. O Mapa 11 apresenta a situação quanto à geração
de carga orgânica de origem suína. As criticidades foram definidas conforme os seguintes limites
para a geração de carga bruta de BDO5:
Alta Criticidade:
carga bruta maior que 10 kg/dia/km2.
Média Criticidade:
carga bruta entre 5 e 10 kg/dia/km2.
Baixa Criticidade: carga bruta menor
que 5 kg/dia/km2.
Mapa 11 - Geração de Carga Orgânica de Origem Suína, em 2001
O Pró-Guaíba tem incentivado mudanças no meio rural que, embora ainda limitadas, indicam ser possível reverter parte dos processos de degradação ambiental, decorrente das atividades de produção vegetal e animal. Em 158 municípios da RHG foram e estão sendo acompanhados 5.363 planos de melhoria das condições ambientais em propriedades rurais (cerca de 2,5% das propriedades rurais da RHG). Desde 1998, tem sido concentrado o esforço no sentido de restringir os focos de contaminação ambiental por agrotóxicos e fertilizantes, a partir de processos de produção agroecológicos. Também foram eliminados, nesse período, em propriedades rurais, cerca de 1.500 pontos de contaminação por dejetos humanos e aproximadamente 1.600 pontos de contaminação de águas servidas.
Os problemas ambientais em áreas urbanas foram estudados para os seguintes temas: enchentes, deslizamentos,
qualidade do ar e acidentes com cargas perigosas. No que se refere às enchentes, cerca de 34% das áreas urbanas
da Região Hidrográfica do Guaíba encontram-se em planícies, estando portanto suscetíveis a esses eventos (com
destaque para as bacias do Gravataí – onde cerca de 74% das áreas urbanas encontram-se em planícies –, Sinos
e Lago Guaíba). Quanto a esse aspecto, 31 municípios encontram-se classificados com alta criticidade. O Mapa 12
apresenta a situação de criticidade quanto a enchentes em áreas urbanas, conforme as seguintes condições:
Alta Criticidade:
municípios cujas áreas urbanas se localizam em planícies e que tiveram episódios de enchentes no período 1991-2001.
Média Criticidade:
municípios que se enquadrem em somente uma das categorias acima descritas.
Baixa Criticidade: demais municípios.
Mapa 12 - Enchentes em Áreas Urbanas
Com relação à suscetibilidade a deslizamentos, considerando tanto
a declividade do terreno, quanto a litologia
do substrato, foram considerados em situação de alta criticidade 27 municípios, havendo maior predominância dessa
situação nas bacias do Vacacaí – Vacacaí-Mirim e do Lago Guaíba. O Mapa 13 apresenta a situação de criticidade
quanto a deslizamentos em áreas urbanas, definidas conforme as seguintes condições:
Alta Criticidade:
municípios com áreas urbanas em declividades superiores a 30º e sobre feições geológicas com alto potencial
de deslizamento.
Média Criticidade:
municípios com áreas urbanas em declividades superiores a 30º nas demais feiçoes geológicas.
Baixa Criticidade: demais municípios.
No que se refere a acidentes com cargas tóxicas,
foram considerados em situação de alta criticidade àqueles municípios que possuem suas captações de água localizadas
em faixa tampão de cinco quilômetros no entorno dos principais eixos de transporte (rodoviário, ferroviário e hidroviário).
Nessa situação encontram-se 24 municípios, notadamente nas bacias do Lago Guaíba, Caí e Baixo Jacuí. O Mapa 14 apresenta
a situação de criticidade quanto a acidentes com cargas tóxicas, conforme as seguintes condições:
Alta Criticidade:
municípios com captações dentro da faixa-tampão de 5 km no entorno dos eixos de transporte.
Média Criticidade:
municípios cujas sedes encontram-se dentro da faixa-tampão de 5 km no entorno dos eixos de transporte,
mas sem informações sobre as captações.
Baixa Criticidade: demais municípios.
Quanto à qualidade do ar, o monitoramento sistemático, embora com base em alguns pontos localizados principalmente na RMPA, demonstra situação boa a regular.
Com relação à mineração, cerca de 10% dos municípios da Região Hidrográfica do Guaíba apresentam
criticidade alta (baseada na relação entre licenças de operação vencidas e totais). Em 22% dos municípios
a criticidade é média, em 29% é baixa e em 39% não ocorrem atividades de mineração. A alta criticidade ocorre
com maior freqüência nas bacias do Gravataí, Vacacaí – Vacacaí-Mirim, Sinos e Baixo Jacuí, cabendo ressaltar
que essa situação refere-se apenas às atividades oficiais (licenciadas junto à FEPAM).
O Mapa 15 apresenta a situação relativamente à atividade de mineração,
no que se refere a sua criticidade, conforme as condições descritas a seguir:
Alta Criticidade:
valor entre 1,34 e 2,00 para o resultado da equação: Nº Licenças de Operação Vencidas / Nº Licenças de Operação
Totais x Valor da
Importância.
Média Criticidade:
valor entre 0,68 e 1,33 para o resultado da equação: Nº Licenças de Operação Vencidas / Nº Licenças de Operação
Totais x Valor da Importância.
Baixa Criticidade: valor entre 0,00 e 0,67 para o
resultado da equação: Nº Licenças de Operação Vencidas / Nº Licenças de Operação Totais x Valor da Importância.
Mapa 15 - Atividades de Mineração (2002)
Atualmente (2003), uma área de 245 mil ha encontra-se protegida em
Unidades de Conservação, correspondendo a cerca
de 2,9% da superfície da Região Hidrográfica do Guaíba, cabendo destacar a situação favorável das bacias do Gravataí
e Sinos quanto a esse aspecto. O Mapa 16 apresenta a situação relativa às criticidades das bacias hidrográficas quanto
ao percentual de áreas sob proteção, conforme os seguintes limites:
Alta Criticidade:
área protegida inferior a 3% da área da bacia hidrográfica.
Média Criticidade:
área protegida entre 3 e 6% da área da bacia hidrográfica.
Baixa Criticidade:
área protegida entre 6 e 10% da área da bacia hidrográfica.
Condição a ser Atingida:
área protegida superior a 10% da área da bacia hidrográfica.
Mapa 16 - Percentual de Áreas sob Proteção nas Bacias Hidrográficas (2003)
Dos remanescentes de vegetação arbórea mapeados
(cerca de 1.410.560 ha), apenas 3,1% encontram-se em Unidades de Conservação, reduzindo para 0,4% caso não se
considerem as APAs. As bacias do Gravataí, Lago Guaíba e Sinos destacam-se, neste quesito, por apresentarem os
mais altos percentuais.
O déficit de vegetação arbórea nas faixas-tampão junto aos cursos
d´água varia entre 60 e 96%, sendo, em média, da ordem de 75% para a RHG. Os maiores percentuais (situações
mais críticas) ocorrem nas bacias do Gravataí e Guaíba (da ordem de 95%) e os menores (situações mais favoráveis)
nas bacias do Sinos e Pardo (próximos a 60%). O Mapa 17 apresenta a situação das bacias hidrográficas quanto
ao déficit da vegetação arbórea na faixa-tampão da rede hídrica, conforme os seguintes valores:
Alta Criticidade:
déficit superior a 90% da área da faixa-tampão.
Média Criticidade:
déficit entre 60 e 90% da área da faixa-tampão.
Baixa Criticidade:
déficit entre 30 e 60% da área da faixa-tampão.
Condição a ser Atingida:
déficit inferior a 30% da área da faixa-tampão.
Mapa 17 - Déficit da Vegetação Arbórea na Faixa-Tampão da Rede Hídrica (2003)
Das 80 captações de água superficial da CORSAN, localizadas na Região Hidrográfica do Guaíba, em 2001,
apenas sete apresentaram criticidade alta, representando a ocorrência de mais de 10 atividades
impactantes na bacia de contribuição, dentre as 12 atividades críticas consideradas. Em 1998, oito
captações das 73 analisadas apresentavam criticidade alta, o que reflete uma leve melhora. Há maior
intensidade de incidência de atividades impactantes nas bacias do Gravataí, Caí, Pardo e Sinos.
Em termos regionais, os mananciais que apresentam condições qualitativas preocupantes (quanto à
situação das captações da CORSAN) são os rios Gravataí, Sinos e Caí.
O Mapa 18 apresenta a situação das captações da CORSAN,
relativamente as suas criticidades, conforme os limites descritos a seguir:
Alta Criticidade:
mais de 10 atividades-problemas.
Média Criticidade:
de 5 a 10 atividades-problemas.
Baixa Criticidade:
até 5 atividades-problemas.
Mapa 18 - Situação das Captações da CORSAN
Com relação à qualidade, foram estudadas as águas superficiais e subterrâneas. A qualidade da água
superficial foi analisada somente quanto ao IQA (Índice de Qualidade da Água), em razão das informações
disponibilizadas pela
Rede de Monitoramento Ambiental do Pró-Guaíba (Relatório Síntese, 2003), o que
limita a capacidade de análise da situação atual. Conforme os resultados apresentados, a situação quanto
à qualidade das águas superficial é variável (de muito ruim a boa), conforme o corpo hídrico analisado e
a posição da amostragem.
Em geral, as piores situações estão associadas às aglomerações
urbano-industriais, face ao lançamento de efluentes sem o adequado tratamento (bacias do Lago Guaíba,
Gravataí e Sinos). No entanto, já podem ser observadas melhoras na qualidade da água superficial em
alguns pontos, junto aos grandes centros urbanos, em razão dos esforços realizados no sentido de aumentar
a abrangência e a eficiência da coleta e do tratamento dos esgotos sanitários, notadamente na Região
Metropolitana de Porto Alegre (esforços esses resultantes dos investimentos realizados pelo Pró-Guaíba).
O Mapa 19 apresenta a qualidade das águas superficiais, na RHG,
com base nos resultados do monitoramento efetuado no ano de 2002, nos pontos da Rede do Pró-Guaíba, com base
no Índice de Qualidade da Água (IQA). As faixas consideradas para a determinação da qualidade das águas são
as seguintes:
Muito Ruim:
de 0 a 25.
Ruim:
de 26 a 50.
Regular:
de 51 a 70.
Boa:
de 71 a 90.
Excelente:
de 91 a 100.
Mapa 19 - Qualidade das Águas Superficiais (2002)
Com relação à qualidade das águas subterrâneas, foi observado que quase 40% dos poços analisados apresentam
ao menos uma variável em desacordo com os padrões estabelecidos pela FUNASA (em sua Portaria 1.469/2000,
relativamente ao padrão de potabilidade). Como resultado geral, 27 municípios apresentaram criticidade alta
relativamente à quantidade de poços fora dos referidos padrões, distribuídos em todas as bacias hidrográficas
da Região Hidrográfica do Guaíba.
O Mapa 20 apresenta a situação, quanto à criticidade, relativamente à
qualidade das águas subterrâneas, conforme os limites a seguir:
Alta Criticidade:
acima de 66,7% dos poços do município fora dos padrões da Portaria 1.469/2000 da FUNASA.
Média Criticidade:
entre 33,4% e 66,6% dos poços do município fora dos padrões da Portaria 1.469/2000 da FUNASA.
Baixa Criticidade:
entre 0,1% e 33,3% dos poços do município fora dos padrões da Portaria 1.469/2000 da FUNASA.
Criticidade Nula:
nenhum poço do município fora dos padrões da Portaria 1.469/2000 da FUNASA.
Mapa 20 - Qualidade das Águas Subterrâneas (2003)