MARCO LÓGICO


  Disponibilidade de Águas Superficiais

        A análise dos dados de vazão coletados nas estações fluviométricas mostra que a maior parte da RHG não apresenta problemas de falta de água para atender os usos e a demanda requerida. A análise genérica dos dados hidrometeorológicos disponíveis conduz a avaliações também genéricas que induzem a um panorama otimista com relação à disponibilidade de água. A medida que se aumenta a escala de análise dos dados disponíveis, a partir das redes de monitoramento instaladas em cursos de água que drenam grandes áreas, percebe-se que o balanço disponibilidade/demanda se mostra progressivamente desfavorável. A crescente escassez da água e os conflitos de uso decorrentes geraram também a necessidade de serem estabelecidos mecanismos para o seu gerenciamento. A Constituição do Rio Grande do Sul, em decorrência, instituiu , o Sistema Estadual de Recursos Hídricos, com vistas a promover o gerenciamento das águas de seu domínio.

       O diagnóstico quantitativo das águas superficiais na Região Hidrográfica do Guaíba, foi descrito e hierarquizado quanto a criticidade da disponibilidade de água nas áreas que apresentam conflitos decorrentes da insuficiência de oferta para atender à demanda. A priorização destas regiões teve como critério o principal uso da água em cada uma delas, prevalecendo, sobre os demais, o abastecimento público. Dentro do conjunto da Região Hidrográfica, cinco áreas específicas foram identificadas como de maior criticidade: